sexta-feira, 18 de abril de 2014

Livro da Semana: Convergente

Numa semana li Divergente, Insurgente e Convergente, e fui ao cinema ver o primeiro filme. Não consegui parar de ler, queria e precisava de saber mais, de saber o final. E é com um vazio, uma saudade que chego ao fim a desejar que houvesse mais. Vou ler novamente, simplesmente porque é demasiado bom para ficar por aqui.


Em Convergente, a história é narrada alterando a perspectiva entre Tris e Tobias. E finalmente entramos na cabeça dele, mesmo que continue a achar algumas atitude irreais, consigo entender melhor o porquê de as tomar. Acho no entanto que a autora não foi muito feliz na escrita pela cabeça de Tobias, que era praticamente indissociável da de Tris, o que me fez voltar ao inicio do capitulo algumas vezes para ver quem estava a “falar”.

Neste livro a forma como são retratados os geneticamente danificados e os supostamente puros é demasiado intensa, e passa mesmo a mensagem de superioridade dos GP sobre os GD.
Esta história desgasta a relação de Tris e Tobias, envolvendo Nita, uma nova personagem que achei que vinha ameaçar a relação deles... E apesar de mais uma vez Tobias achar que sabe e pode, as coisas lá acabam por se compor, com todas as consequências que decorrem das decisões tomadas.
Tris finalmente encontra o equilíbrio entre a abnegada e a intrépida que tem dentro dela, muito mais adulta e com uma intuição inteligente incrível. Enquanto o crescimento e desenvolvimento de Tobias é menos evidente e mais esparso, condicionam toda a acção de uma forma impensável para quem conheceu o Quatro. De qualquer forma eu vivi com uma intensidade quase assustadora o sofrimento dos dois e chorei (baba e ranho, entenda-se) com Tobias e por Tris.

Foi de uma maneira frenética que li capitulo atrás de capitulo para chegar ao final que me devastou mais do que achei possível. A autora passou a trilogia a matar personagens, mais ou menos marcantes e ainda assim achou necessário matar para ter um final, um final que ainda me custa a crer. Apesar de agora compreender que possa fazer sentido que assim seja, acho que se podia ter dado uma volta qualquer à questão. Para fazer justiça a uma personagem tão humana e bonita que merecia mais do que aquilo que lhe foi destinado.
Só digo isto porque esta historia se entranhou em mim de uma forma inexplicável e este final deixou uma sensação de vazio que não costumo ter frequentemente. De outra forma, compreendo que seja o final indicado para um fecho definitivo de uma saga tão emocionante.

Convergente é o ultimo livro de uma historia que me marcou muito e é com um grande carinho que me despeço, por entre lágrimas, dos personagens.  Uma série que inclui ingredientes tão cativantes como a acção, o instinto de sobrevivência e acima de tudo, como pode ocorrer uma história de amor, em situações tão dramáticas e propicias a desconfianças

A narrativa de Veronica Roth é sem duvida apaixonante, consegue transportar-nos para a historia ao ponto de darmos por nós a rir, tensos, revoltados e até a chorar. Foi uma trilogia que me surpreendeu bastante e que veio para ficar com uma das minhas preferidas, que tenho a certeza que vou ler de novo. A autora matem-se fiel a um principio desde o inicio que não muda de uns livros para os outros. A parte politica dos livros está bem elaborada, desde as facções à noticia surpreendente e inesperada, devo dizer, do final de Insurgente, que elevou tudo a outro nível. Com Covergente a autora dá-nos uma lição de vida que vai para sempre marcar-me e deixar alguns dos personagens na minha memória.


Resta-me felicitar a autora pela trilogia mais apaixonante de sempre, pelo seu compromisso com as personagens e por não ceder às expectativas e escrever o final que mais lhe pareceu correcto. Mesmo que não concorde e ache que podia ter sido diferente, sei que é por causa de toda a história que levou a este final que esta série me marcou tanto e que teve o impacto que teve em mim. Sei que se lerem vão intender o que vos digo :)

3 comentários:

  1. Olá eu também já li os livros e gostei mas não achei os melhores livros do ano nem nada do género. É uma leitura agradável e leve apesar do final ser triste. Um livro que dizem ser bom e que já vi a venda no continente (sei que é o teu sitio predilecto para comprar livros) é o livro "A culpa é das estrelas" de John Green e que agora também esta disponível nos cinemas. Bjs :)

    ResponderEliminar
  2. Eu li o livro e juro que chorei muito no final mas sinceramente ela não merecia este final , podia ter sido um final bem diferente, talvez até muito melhor.

    Beijinhos ,
    Julie


    http://araparigadeluvasrosa.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  3. Olá,
    também li os livros e realmente estes livros estão maravilhosos, concordei com tudo o que disseste (dava por mim a ler o teu post e a fazer que sim com a cabeça, ahahah) chorei baba e ranho e ela era demasiado boa para acabar assim, faziam um par tão lindo (na minha cabeça claro) tal como disses-te estes livros marcaram imenso a minha maneira de ver as coisas, tenho pena de já ter acabado porque já estava com a sensação que conhecia as personagens na realidade, pois já se tornava uma rotina lê-los.
    já indiquei os livros a uma serie de pessoas foi grassas a ti e a uma amiga que os li e por isso estou-te muito grata :)
    Beijinhos

    ResponderEliminar